Porta aberta: providência ou tentação?

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Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor. Jonas 1.3.

 

Verdade

Quando os problemas surgem, a ansiedade por uma solução pode nos levar a entender o erro como uma resposta de Deus. Muitos usam como parâmetro o fato de “portas se abrirem” como garantia de que a resposta é divina. Alguns afirmam: “Se for a vontade de Deus, vai dar certo”.

Mas o que mostraremos no texto de Jonas é que nem sempre uma oportunidade de solução para o problema ou “porta aberta” pode ser sinônimo da bênção de Deus; mas pode ser uma verdadeira tentação para nos afastar do centro da vontade de Deus.

Isso foi o que aconteceu com Jonas. Jonas foi convocado por Deus para pregar em Nínive, mas isso significava um grande problema para Jonas; já que o mesmo desejava juízo de Deus sobre Nínive, capital do império assírio, eram inimigos do povo de Deus. Assim, sem saber como agir, seu coração se dispôs para fugir da presença do Deus da Aliança. Mas eis que surge uma porta aberta, uma oportunidade de resolver seu problema, era um navio que partia para direção oposta à ordem de Deus. Seria este barco um sinal da aprovação de Deus à disposição do seu coração?

Claro que não! Nem sempre uma porta aberta significa aprovação da parte de Deus. Por vezes somos tentados a desobedecer, e a desobediência pode gerar prosperidades, lucros, fim de problemas, mas nada disso é garantia da aprovação divina. A aprovação divina consiste na obediência à sua Palavra, mesmo que nos cause danos e prejuízos materiais.

Vida

Cristo teve oportunidades de fugir da cruz: Satanás o tentou para isso (Lc 4.1-13), Pedro cogitou o mesmo (Mt 16.23) e até Pilatos abriu esta hipótese (Jo 19.8-11), mas livrar da cruz não significava providência divina, mas uma tentação de fugir da gloriosa obra de redenção, que dependia da sua morte vicária, perfeita, para a satisfação da justiça de Deus. Assim, recorra sempre à sua Palavra como o único parâmetro de verdade e decisão; tendo sempre o cuidado de que às vezes uma porta aberta não é sinal de providência, mas de tentação.

Timóteo Sales

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