O glorioso Evangelho

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Bom, conforme nós conversamos com você, eu quero então tratar com você deste tema à luz da carta de Paulo aos Romanos, que é o maior tratado teológico do Novo Testamento, e já na introdução desta robusta epístola, o apóstolo Paulo, o grande bandeirante do cristianismo, ele já define o Evangelho, ele disse assim: “eu não me envergonho do Evangelho, porque o Evangelho é o poder de Deus, para a salvação de todo aquele que crê”. O apóstolo Paulo, como você bem conhece, assume neste texto três atitudes em relação ao Evangelho: primeiro, ele disse que ele se sente um devedor do Evangelho. Ele era um homem perseguidor da igreja, ele era assassino frio que mandou matar muita gente em Jerusalém, e ele é convertido a Cristo, e agora ele anuncia aquele que ele perseguiu outrora, e se sente um devedor desse Evangelho. Depois disso ele diz: eu estou pronto para pregar o Evangelho, eu tenho disposição para pregar o Evangelho, e ele percorreu as províncias do império pregando o Evangelho: na Galácia, na Macedônia, na Acaia, na Ásia Menor, do oriente ao ocidente ele levou a bandeira do Evangelho, mas agora nesse texto ele diz assim: eu não me envergonho do Evangelho. Mas por que Paulo poderia se envergonhar do Evangelho? É porque pelo Evangelho ele havia sido preso, ele havia sido açoitado, ele havia sido apedrejado, ele havia sido escorraçado das cidades; pelo Evangelho muita gente estava morrendo pela sua fé, mas ele diz eu não me envergonho do Evangelho. Por que ele poderia se envergonhar do Evangelho? Porque o Evangelho estava centrado na cruz de Cristo, escândalo para os judeus e vergonha para os gentios.

Mas ele não se envergonha do Evangelho, e ele diz porque que não se envergonha do Evangelho, primeiro, porque o Evangelho é o poder de Deus. Eu poderia me envergonhar de fraqueza, eu poderia me envergonhar até do poder dos homens, mas envergonhar-me do poder de Deus? Se Deus é onipotente, e Deus é, e se o Evangelho é o poder de Deus, então não há fraqueza no Evangelho, o Evangelho é onipotente porque procede do Deus todo-poderoso. Paulo diz: “eu não me envergonho do Evangelho porque é o poder de Deus para a salvação”. Deixa eu dizer algo tão importante a você: há muitas igrejas, há muitas religiões, há muitas vozes, há muitas doutrinas, há muitas propostas no mundo, nós vivemos num mundo plural, e nós vivemos no mundo inclusivista. Neste mundo plural você afirmar que só Jesus salva, parece uma coisa estranha, neste mundo plural você afirmar que só Jesus é o caminho para Deus, soa estranho, para muita gente, neste mundo plural, você afirmar que Jesus é a porta, a única porta do céu, soa estranho; neste mundo plural, você afirmar que só há salvação através do Evangelho de Jesus Cristo, pra muita gente, soa estranho. Mas Paulo não tem nenhum constrangimento em afirmar: “eu não me envergonho do Evangelho porque é o poder de Deus para a salvação”. Não há salvação em outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos, só Jesus Cristo salva, só ele pode pegar os seus pecados, não há nenhum outro que seja mediador entre você e Deus a não ser Jesus Cristo. Jesus Cristo disse: “Eu Sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”. Não é a igreja que salva, não é a religião que salva, não é a doutrina A, B, C ou D que salva, não é o pastor da igreja, ou o padre da igreja, ou sacerdote da igreja, ou bispo, ou missionário que salva, não é Paulo, não é Pedro, não é Maria, não é João, não é o Fulano, ou Beltrano, ou Cicrano que salva, a salvação está centralizada unicamente na pessoa de Jesus Cristo; Jesus Cristo é o único que pode trazer esperança para sua vida, por isso, o apóstolo Paulo disse: “não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação”.

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Mas aqui uma questão deva ser levantada: salvação de quem? E Paulo responde: “salvação de todo aquele que crê”. Há aqui uma espécie de limitação, não no Evangelho; o Evangelho não é o poder de Deus para a salvação do incrédulo, o Evangelho não é o poder de Deus para a salvação daquele que rejeita, o Evangelho não é o poder de Deus para a salvação daquele que é agnóstico, ou ateu, ou místico, ou sincrético. Eu não posso ser salvo pelo Evangelho dizer assim: “eu creio que Jesus salva, mas eu creio também que há outros salvadores”; “eu creio que Jesus é um caminho, mas também há outros caminhos”; não! o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê em Jesus e só daquele que crê em Jesus. Parece estreita a porta? É verdade! Mas Jesus disse que a porta é estreita! Esse caminho parece apertado? É verdade! Mas Jesus diz que o caminho que conduz a Deus é estreito mesmo! Então, é necessário que eu e você nos arrependamos do nosso pecado, e coloquemos a nossa confiança na pessoa de Jesus Cristo; porque se você se arrepender dos seus pecados e crer no Senhor Jesus, você é salvo, você é perdoado, você tem seus pecados cancelados e seu nome escrito no livro da vida; e você tem então a vida eterna!

Mas por que que isso é possível? O apóstolo Paulo responde que a justiça de Deus se revela no Evangelho, por isso, “o justo viverá pela fé”; em outras palavras, quando Jesus Cristo morreu naquela cruz, ele não morreu apenas como um mártir, ele não foi um mártir, ele morreu voluntariamente, ele veio ao mundo para cumprir um plano eterno de Deus, o Pai; dele dar sua vida em favor do seu povo, da sua igreja, das suas ovelhas, ele morreu morte vicária, substitutiva, ele sofreu um golpe da lei que você e eu deveria sofrer; ele pagou o preço da nossa redenção; quando Jesus morreu naquela cruz, Deus satisfez sua justiça porque puniu nele, seu filho, os meus pecados; a justiça de Deus foi plenamente satisfeita na morte de Jesus Cristo, o nosso substituto. De tal forma que, quando você crê no senhor Jesus, Deus, então, olha para o sacrifício do seu filho na cruz, e diz assim: “bom, os seus pecados foram punidos exemplarmente, a lei foi feita, a justiça foi satisfeita, quando Jesus o meu filho morreu por você naquela cruz, e em virtude do que o meu filho fez por você naquela cruz, eu perdoo você, eu salvo você, e eu dou a você a vida eterna”.
Agora mesmo, você pode voltar-se para Jesus e confiar nele como seu Salvador, e receber das mãos dele o glorioso presente da vida eterna.

“Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós outros, em Roma. Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” Romanos 1.13-17

Rev. Hernandes Dias Lopes

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