Unidade

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Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos. Salmo 133.1.

 

Verdade

Não há como esconder que temos vivido dias em que o egoísmo impera. O hedonismo (que põe o prazer como prioridade), narcisismo (idolatria à autoimagem) e outros ismos dão a tônica que leva pessoas a idolatrarem o corpo, o prazer, o entretenimento, a qualidade de vida, o dinheiro, e tantos outros ídolos que o coração fabrica incansavelmente; o que os leva a desprezar ou, quando muito, legar a prioridade mínima a tão salutar “unidade”.

Viver em Israel nos tempos bíblicos não era nada fácil. A dependência das chuvas inconstantes ou inimigos em iminentes ataques por todas as fronteiras, poderia fazer com que o povo de Deus ficasse tentado a não compartilhar o fruto da terra com o seu próximo, ou ainda a desconfiar de tudo e de todos, a ponto de isolar-se e desprezar a necessidade do outro.

Mas a Palavra de Deus, inerrante e perfeita, neste contexto, exorta ao imperativo da unidade. A discórdia e contendas só piorava o quadro e ainda os fazia pecar diante do Deus que os chamou à unidade e exemplo aos povos. Diante disso, o salmista compara a unidade à bênção que havia no degelo do monte Hermon, que acabava regando o país de norte a sul, abençoando as plantações, garantindo a colheita, trazendo vida à nação como uma só.

Porém ele compara ainda com a unção sacerdotal, que apontava para a presença do próprio Deus, enchendo o sacerdote com seu espírito, de modo que simbolicamente o óleo descia sobre a cabeça e espalhava pelas tribos representadas no seu peitoral, como se as tribos fossem, na pessoa do sacerdote abençoadas como uma só pessoa, apontando a unidade que seria trazida pelo Messias, como o último Sumo Sacerdote.

Vida

A unidade requerida do povo de Deus não era mera aparência ou demagogia, era o reflexo do caráter uno do Deus trino. Logo, voltemo-nos para Deus, que é poderoso para restaurar a sua imagem no homem caído e egoísta, e ele faz isso na pessoa de Cristo, que sendo um com o Pai e o Espírito, nos legou o privilégio de sermos um na sua pessoa. Somos o seu corpo, nós os que cremos nele, por isso o rogo de Cristo na oração sacerdotal foi para que sejamos um como ele o é com o Pai. Ao invés de encher o coração com hedonismo e demais “ismos”, que o nosso coração exclame: “Como é bom e agradável, em Cristo, vivermos unidos como irmãos”!

Timóteo Sales

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