Um povo sem governo

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Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto. Juízes 21.25

 

Verdade

O livro de Juízes é um livro um tanto incompreendido. Muitos tentam usar textos do povo de Deus fazendo coisas equivocadas neste livro como argumento para mostrar a injustiça por parte de Deus. Mas o que percebemos em toda a Escritura é que todas as vezes que uma nação ou pessoa se afasta de Deus, ou é permitido por Deus que sigam os desejos do coração humano, eles fazem coisas terríveis (Rm 1), pois o coração do homem é enganoso e perverso (Jr 17.9).

O contexto do livro de Juízes mostra um tempo em que Israel se afastou de Deus, e um ciclo é percebido em todo o livro: primeiro, o povo de Israel pecava contra Deus, fazendo coisas terríveis; segundo, Deus permitia com que outros povos oprimissem o seu povo como expressão do seu juízo; terceiro, o povo clamava e se voltava pedindo misericórdia ao Senhor; quarto, Deus respondia em graça e misericórdia levantando um juiz para libertar o povo da opressão do inimigo; mas por fim, o povo voltava a pecar e fazer coisas terríveis diante de Deus, e o ciclo reiniciava.

A questão é que um povo sem governo, sem a direção divina, fadará no pecado, em coisas terríveis. É por isso que o autor inspirado termina o livro de juízes com a expressão destacada: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25). Este é o último versículo do livro, que mostra uma das piores fases vividas por Israel; tempo que a rebelião contra Deus guiava o coração do povo, tempo em que faltava um rei, que representava o cetro divino guiando o povo na verdade, conduzindo para a vida plena encontrada em Deus.

Vida

O rei que faltava em Israel naqueles dias não era o rei Davi, este apenas tipificava o que ocorreria na pessoa do seu descendente, Cristo. Cristo é o Rei aguardado, pois o povo de Deus não é um povo sem governo, somos governados por ele (Sl 2); somos servos, súditos, comprados e lavados pelo seu precioso sangue, sangue do “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Ap 19.16); com ele, não fazemos o que “achamos mais correto”, como no tempo dos juízes em Israel, fazemos o que redunda na glória do nome daquele que nos governa, Jesus Cristo.

Timóteo Sales

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