Amor ao culto

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“Amam o sacrifício; por isso, sacrificam, pois gostam de carne e a comem” Oséias 8.13

 

Verdade

Certamente você já exclamou de felicidade após um culto; gostou muito dos momentos de cânticos lindos e bem tocados, das orações ou da pregação bem estruturada e pronunciada com clareza. De fato, o serviço ao Senhor deve ser bem feito, deve ser expressão do melhor que temos para aquele que é digno da perfeição que não temos.

Mas o que precisa ser pensado é se o nosso coração está voltado para a glória de Deus em tudo o que fazemos; e no culto não pode ser diferente (1Co 10.31). Às vezes, por termos um coração tão frágil e volátil, dispersamos a nossa mente facilmente para nos apegar aos ritos e possíveis benefícios emocionais, intelectuais, racionais, vistos nos cânticos, orações e até na pregação, ao invés de termos em mente que o exercício de culto visa a adoração coletiva ao Deus verdadeiro, do qual ouvimos a voz na Palavra; por isso, ele deve ser o alvo e não o nosso bem-estar ou prazer.

O profeta Oséias, porta voz do Senhor no meio do seu povo, denunciou o pecado do povo de Deus; que amava o sacrifício, o exercício de adoração que apontava para a redenção no Messias, Jesus Cristo, mas que não estava interessado na glória de Deus, no Redentor, no perdão encontrado nele ou na satisfação pelo sacrifício do animal inocente que apontava para a expiação na cruz. Eles amavam comer as carnes, gostavam de comer a parte do “churrasco de alguns sacrifícios”.

Infelizmente essa atitude não foi isolada, Cristo disse: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” (Jo 6.26). Muitos hoje afirmam amar o culto, mas infelizmente gostam mesmo é do ambiente, dos atos de culto, ou se interessam somente por possíveis benefícios da comunhão.

Vida

Quem dera a igreja de nossos dias experimentasse o verdadeiro amor ao Sacrifício, mas àquele Sacrifício Consumado em Cristo, amor a Cruz, amor a Cristo, amor por aquele que é o pão da vida (Jo 6.35), por aquele que disse que sua “carne é verdadeira comida” (Jo 6.55); certamente nosso amor ao culto não seria um exercício de idolatria aos atos litúrgicos, mas, em reverência, nos utilizaríamos desses atos para adoração daquele que deve ser o alvo real do nosso amor e do nosso culto.

Timóteo Sales

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