Restaurando o fervor espiritual

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Conforme nós conversamos um pouco com você, vamos tratar deste importante tema que é o fervor espiritual. O Senhor Jesus Cristo apareceu a João na ilha de Patmos; ele foi enviado para lá pelo imperador Domiciano, e ele era o único apóstolo do Senhor Jesus Cristo sobrevivente, porque todos os demais tinham sido martirizados. Ele já estava velho, ele foi arrancado do meio da sua igreja, em Éfeso, e levado para esta ilha do mar Egeu, a ilha de Patmos. E nessa ilha, então, Jesus se revela a ele de uma forma gloriosa, aparecendo para ele uma maneira tão majestosa, que João caiu como morto aos seus pés; e Jesus pôs a mão direita sobre ele e diz: não fica com medo não, João, eu sou o primeiro e último eu estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno. O que você está vendo e ouvindo escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Diz a Escritura que, então, João envia estas cartas às igrejas. Vale à pena destacar que, de todas estas sete igrejas, a igreja de Laodiceia, era a igreja que tinha a melhor auto avaliação, esta igreja se olhava no espelho e dava nota máxima para si mesma. Ela chegava a dizer assim: estou rica e abastada, e não preciso de coisa alguma.

E é curioso que esta igreja, que tinha a melhor autoavaliação, foi a igreja que Jesus Cristo olhou e deu uma sentença mais pesada; todas as outras igrejas receberam elogios de Jesus, algumas delas só elogios, outras elogios e censuras, mas pra esta igreja, que se julgava a melhor igreja, Jesus não faz nenhum elogio, apenas censuras. O que é curioso, é que quando Jesus vai fazer um diagnóstico desta igreja, ele não faz nenhuma denúncia de problemas doutrinários, não tinha falsos mestres, falsos apóstolos, não tinha heresias gravitando ao redor da igreja, nem mesmo nenhum membro da igreja subscrevendo doutrinas falsas; aquela igreja, diríamos hoje, era uma igreja ortodoxa. Quando Jesus avalia esta igreja, não identifica um problema moral nesta igreja, não havia escândalos na igreja, não havia necessidade de se reunir a liderança para disciplinar um membro da igreja, diríamos hoje, que a igreja de Laodiceia, era uma igreja ética. Também, quando Jesus avalia esta igreja, não identifica nenhum problema, naquela igreja, de pobreza, era rica, abastada, os membros eram prósperos, eu acho que a teologia da prosperidade não faria sucesso lá, porque todos os membros eram abastados. Mas ainda, aquela igreja também não tinha problema de perseguição religiosa, nas outras igrejas havia perseguição, hora religiosa, hora política; aquela igreja está vivendo em paz, não digo que o problema da igreja não era doutrinário, não era moral, não era problema de perseguição, não era problema de pobreza, o que é que Jesus viu nesta igreja que levou Jesus a dizer assim: você não é fria, você não é quente, você está morna, e porque você está morna, eu estou a ponto de vomitar-te da minha boca.

O que Jesus viu nesta igreja, que trouxe tanto sofrimento no filho de Deus? Somente uma coisa: foi falta de fervor espiritual! E talvez este seja o problema da igreja evangélica brasileira. Eu tenho tido o privilégio de percorrer o Brasil, de pregar em mais de 1500 igrejas das mais diversas denominações; igrejas ultra conservadoras, até igrejas chamadas ultra pentecostais, de igrejas cujo estilo de liturgia absolutamente sereno, tranquilo, para igrejas, cuja liturgia é muito informal, e às vezes o culto é muito emotivo e até barulhento. Não se trata de estilo de culto, nem se trata também dessa linha ou daquela outra linha teológica; não se trata de uma igreja que diz para si mesmo: não! não! estamos muito bem! nós somos a melhor igreja da cidade. Jesus olha para igreja e faz o seu diagnóstico, e nada entristece mais o filho de Deus do que ver uma igreja apática, morna, sem vigor, sem brilho nos olhos, sem fogo no coração, sem entusiasmo, há o marasmo hoje, em muitas igrejas não há quebrantamento, não arrependimento genuíno, não há fervor espiritual; as reuniões de oração estão no CTI; alegria indizível e cheia de glória não existe, a paz que excede todo entendimento está ausente, a suprema grandeza do poder de Deus e o mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos só é conhecido de nomenclatura; há um religiosismo, há um ritualismo pesado; há um legalismo pesado; há uma postura religiosa de olhar-se no espelho e dizer: eu sou a igreja verdadeira, eu sou a única igreja fiel, eu sua melhor igreja, e muitas vezes o Senhor Jesus Cristo olhando pra nós e dizendo o seguinte: estou a ponto de vomitar-te da minha boca; porque tu estais morna, tépida, provocando náuseas.

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A pergunta que é preciso você fazer, eu fazer: como é que Jesus está olhando pra mim? O que ele está vendo em mim? O Senhor Jesus Cristo, então, aborda aquela igreja assim: aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo a fim de te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas; porque eu repreendo e disciplino a todos quantos amo, então, sê pois zeloso e arrepende-te. O Senhor nos conhece, ele não é ludibriado com o nossa performance religiosa, ele não se impressiona com aquilo que se impressiona os homens, ele conhece a verdade no íntimo, ele conhece o nosso coração; e a ordem de Jesus para você e para mim é essa: arrependa-se; é preciso que você seja fiel às Escrituras, tendo luz na cabeça, mas é preciso que você tenha piedade e fogo no coração. Jesus se apresenta àquela igreja dizendo assim: eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. A única maneira de restaurar o fervor no nosso coração é nos voltar para Jesus; eu não tenho que correr para as últimas novidades do mercado da fé, eu não tenho que buscar as novidades que estão por aí; perigosas, sutis, enganadoras, que vão nos desviar da vereda da justiça; eu preciso voltar para Jesus. Ele que aquece o nosso coração, ele que restaura a nossa sorte, ele que nos dá condições de retomar a nossa caminhada de uma vida cristã autêntica e cheia do Espírito Santo. Eu não preciso correr atrás das últimas novidades do mercado da fé, e me desviar para os misticismos, para os sincretismos religiosos; eu preciso é de Jesus, Jesus é o remédio para a igreja, Jesus é a solução para a igreja, ele é o caminho, ele é a porta, ele é o mediador, ele é o Salvador, ele é o Senhor, nós temos vida nele; volte-se para ele.

Ao anjo da igreja em Laodiceia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Apocalipse 3.14-21

Rev. Hernandes Dias Lopes

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