Para que, pois, me vem o incenso de Sabá e a melhor cana aromática de terras longínquas? Os vossos holocaustos não me são aprazíveis, e os vossos sacrifícios não me agradam. Jeremias 6.20.

 

Verdade

A mensagem que Jeremias trazia, da parte de Deus, era uma mensagem dura para um momento difícil que o povo de Deus passava. E mesmo sabendo o povo que ele era profeta que falava da parte de Deus, que era a boca do Senhor no meio do povo, ele foi alertado e encorajado pelo Senhor contra a rejeição à mensagem que ele trazia. Ou seja, além de viverem na contramão da Palavra de Deus, rejeitavam a repreensão, a exortação.

O povo de Deus, seguindo os passos do rei Manassés, seguiu um estilo de vida que desagradava totalmente a Deus. Quando Josias, seu neto, reinou em seu lugar, ele promoveu uma grande reforma no culto ao Senhor, se voltando para a Palavra de Deus. E na reforma que o rei Josias fez em Jerusalém (relatada a partir do capítulo 34 do 2º livro das Crônicas), podemos ter uma noção da situação espiritual que se encontrava o povo de Deus. E apenas enquanto Josias “viveu, não se desviaram de seguir o SENHOR, Deus de seus pais” (2Cr 34.22).

No meio de todo este contexto, Deus levantou o profeta Jeremias, para trazer exortações ao povo de Deus. E nesta exortação, que destacamos (Jr 6.20), o profeta alerta acerca de uma vida de mera religiosidade. Em outras palavras, Deus estava dizendo ao povo que mesmo com uma vida religiosa impecável, se a motivação estiver errada, se as atitudes estiverem erradas ou se o propósito for equivocado, Deus não aceitará este culto. Não adianta frequentar assiduamente uma igreja, cantar afinado, se comportar e prestar atenção no culto, mas ter uma vida desregrada e contrária à Palavra de Deus; certamente Deus rejeitará um culto assim.

Vida

Por outro lado, alguns julgam que as expressões religiosas de culto ao Senhor são dispensáveis, porém o que não percebem é que Deus nos deixou meios de graça, pelos quais somos edificados e abençoados por ele mesmo; de forma que negligenciar o culto, a oração, a pregação, a leitura da Escritura, a comunhão, a Ceia, com o argumento de “mera religião”, é não entender que a mera religião é vista quando exercemos tudo isso sem ter Cristo como o centro da nossa vida, é quando fazemos isso pensando nas graças a serem alcançadas, ou em cumprir meras obrigações litúrgicas e religiosas. Conhecer a Cristo não é mera religiosidade; louvá-lo, servi-lo, falar com ele ou ouvir a sua voz pela exposição da Palavra, também não. Que Cristo seja o centro da nossa expressão religiosa!

Timóteo Sales

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