Filho, bênção ou peso?

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“Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” Gênesis 9.1

 

Verdade

Não é incomum conhecer casais que não têm filhos. Alguns tentaram por muito tempo e enfrentaram problemas de saúde diversos. É uma dor muito grande para eles enfrentarem estas lutas e não conseguirem a tão sonhada gravidez, ou quando conseguirem ter a grande dor de abortar ou enterrar um filho que não chegou a nascer.

Segundo Bruce Waltke, comentarista do livro de Gênesis, o Épico de Atrahasis, um dos relatos mais antigos do dilúvio, conta que o motivo do dilúvio teria sido a superpopulação mundial, e que por isso, após o dilúvio, os deuses teriam feito muitas mulheres estéreis. Mas esse relato está na contramão da verdade, na contramão do relato bíblico; ao contrário disso, a Bíblia mostra que Deus sempre promoveu e deu mandamentos que promovessem a vida. Mesmo o homem não merecendo, e mesmo após o dilúvio, momento em que o homem continuou com o coração rebelde (Gn 8.21), isso não foi diferente, ele manifestou graça e a bênção da procriação e promoção da vida (Gn 9.1).

O privilégio da paternidade e maternidade foi dado por Deus como uma das maiores dádivas para a humanidade. Para Eva, mesmo após a desobediência e rebelião no Jardim do Éden, foi dada a graça de dar à luz (Gn 3.16); para Noé e família, uma das facetas da bênção de Deus foi a da fecundidade, mais a ordem de procriar, proteger e promover a vida (Gn 9.1).

Mas a grande questão que levantamos é que há casais que decidem não ter filhos, mesmo podendo, e em alguns casos os argumentos vão na contramão da Palavra de Deus. Casais que consideram um filho como sinônimo de “deformação do corpo da mulher”, “muito caro”, “trabalhoso”, “consumidor do tempo”, e esquecem que a Escritura chama de “herança do SENHOR” (Sl 127.3), resultado da bênção de Deus (Gn 9.1), “como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa” (Sl 128.3).

Vida

A possibilidade de ter filhos foi dada a Eva com uma promessa gloriosa, a promessa de que o seu descendente esmagaria a cabeça da Serpente (Gn 3.15); Cristo é este descendente, ele esmagou e consumou a promessa. Nele encontramos o padrão perfeito de Filho, padrão que temos o privilégio de olhar e lapidar os nossos, para que eles, pela graça de Deus, alcancem a medida da estatura deste varão perfeito (Ef 4.13). Filhos são bênçãos do SENHOR.

Timóteo Sales

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