Deus desceu até nós

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João escreveu o seu evangelho no final do primeiro século, quando os outros evangelhos: Mateus, Marcos e Lucas já circulavam na igreja há mais de 20 anos; João escreveu este evangelho quando os demais apóstolos estavam mortos pelo viés do martírio; João escreveu este evangelho para defender a fé cristã de um ataque frontal, de uma heresia perigosa chamada Gnosticismo, que negava a divindade de Jesus Cristo, e João escreve este evangelho exatamente para defender a divindade do nosso glorioso Redentor, e ele abre o evangelho como que abrindo as cortinas da eternidade, acendendo as luzes no palco da história e nos apresentando quem é o nosso glorioso Redentor.

E ele começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Há três coisas importância a destacar aqui; primeira, a eternidade de Jesus Cristo. No princípio era o Verbo; este verbo ser está aqui no pretérito imperfeito, e significa que quando tudo teve um princípio o Verbo já existia, ele pre-existe ao começo, ele pre-existe ao tempo, ele pre-existe à história, logo, ele é eterno, e eternidade é um atributo exclusivo de Deus. Em segundo lugar, ele estava com Deus, e significa que ele estava face a face com Deus, se Deus é uma pessoa, e Deus é, e se o Verbo estava face a face com Deus, logo Jesus não é um ser impessoal como pensavam os gregos, mas é um ser pessoal da mesma essência de Deus, Deus de Deus, luz de luz, co-igual, co-eterno, e consubstancial com o Pai, da mesma substância do Pai. E João conclui o seu raciocínio dizendo assim: e o Verbo era Deus.

Notem algo sublime aqui, Jesus Cristo não é um ser inferior a Deus, ele é o próprio Deus; ele não é apenas um ser superior aos anjos, ele é da mesma essência de Deus, ele tem os mesmos atributos de Deus, ele realiza as mesmas obras de Deus, ele é o Criador, porque todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada do que foi feito se fez; ele é auto-existente pois a vida estava nele. Alguém pergunta: mas quem criou Deus? Ninguém criou Deus, ele não foi criado, ele é o Criador. Quando ele passou a existir? Não! Ele não passou a existir, ele é o Pai da Eternidade. Todas as coisas vieram a existência porque ele deu vida a todos. Sem ele, o universo não existiria, foi ele quem criou o universo pela palavra do seu poder. Mas a grande questão é: esse Deus está lá em cima, inacessível, inatingível, inalcançável? E aí o versículo 14 trás o grande sublime mistério do cristianismo, quando diz assim: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

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Talvez você pergunte: mas que verbo é este que se fez carne? E eu respondo a você: o Verbo eterno, o Verbo o pessoal, o Verbo divino, o Verbo criador, o Verbo que é auto-existente, aquele que é o próprio Deus, auto-existente, infinito, imenso, eterno, imutável, onipotente, onipresente, onisciente, soberano, transcendente, maior que tudo quanto existe. Se o nosso universo tem mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro, ele é maior que tudo isso, e esse Verbo agora se fez carne, ele esvaziou-se a si mesmo, ele assumiu a forma de servo, ele entrou na nossa história, ele pisou nosso chão, ele comeu o nosso pão e bebeu a nossa água, ele sentiu a nossa dor, ele chorou a nossa lágrima, ele carregou sobre o seu corpo no madeiro os nossos pecados, o Verbo veio morar entre nós; armar a sua tenda entre nós, Deus desceu até nós. Mas note você que ele não veio para habitar longe de nós; “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós”; ele veio habitar conosco, ele veio se identificar conosco, ele assumiu um corpo humano, ele veio para nos resgatar, nos redimir, nos restaurar e nos levar de volta para Deus. E o texto nos diz ele se manifestou cheio de graça e de verdade.

Pense comigo: se Jesus Cristo tivesse manifestado o cheio de justiça e juízo, nós seríamos fulminados. A Bíblia diz que o melhor de nós, as nossas justiças aos olhos dele não passam de trapos de imundícia. Mas ele veio até nós cheio de graça e nos apanhou arruinados, condenados, depravados, sujos, mortos nos nossos delitos e pecados, e ele não sentiu nojo de nós, ele nos amou, ele nos atraiu, ele nos ressuscitou, ele nos limpou, ele nos restaurou, ele nos reconciliou com Deus, e nos fez membros da família de Deus. O texto conclui dizendo: “E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. Na verdade quando Jesus Cristo veio, o próprio Deus desceu para morar entre nós. Mas quem é ele? Apenas um profeta importante? Apenas um mestre da moralidade? E como alguns dizem: apenas um espírito iluminado? Não! Ele era o próprio Deus, ele era exata expressão do ser de Deus! Ele era exatamente o que nós chamamos de a exegese de Deus! Nele habitou corporalmente toda a plenitude da divindade; ele pode dizer: quem me vê a mim, vê o Pai, porque eu e o Pai somos um! Talvez você pergunte: mas por que Deus desceu até nós? Exatamente para nos salvar, para nos dar a vida eterna, para nos tirar da potestade de Satanás e nos levar para o reino da luz, para transformar o nosso coração, a nossa mente, a nossa vida, nossa história, para dar significado à nossa existência.

Talvez você que tem corrido para todos os lados buscando a resposta para as grandes indagações do seu coração; talvez você que tem buscado em todas as frentes religiosas, batido aqui e acolá, buscando preencher o vazio do seu coração, satisfazer a sede da sua alma e só colhido decepções, eu quero dizer para você que Jesus Cristo é o único que pode perdoar os seus pecados, ele é o único que pode dar a você a vida eterna, ele é o único que pode dar a você significado da própria existência, porque ele é o único nome em quem podemos encontrar salvação. Corra para ele! Seus braços estão abertos, ele convida você, se você está cansado, “vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. Disse Jesus, se você está com sede, ele diz: vinde, aquele que beber nunca mais terá sede, quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva! Ele tem para você vida plena, maiúscula, abundante, a própria vida eterna!

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” João 1.1,14

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