“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
João 3:16 é considerado o evangelho em miniatura. É a síntese, o resumo de toda a verdade das Escrituras com respeito à nossa salvação. Jesus está conversando com Nicodemos quando diz estas palavras. Aqui está o maior amor. E eu quero destacar algumas verdades nesse texto:
Primeiro, o maior doador.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito”.
Deus é o criador do universo. Deus é o sustentador da vida. Deus é aquele que está no trono e governa as nações. Deus é o Soberano Senhor, glorioso Deus, infinito, imenso, eterno, imutável, onipotente, onipresente, onisciente, transcendente, soberano, o Deus que é justo, santo, fiel, verdadeiro, perfeito em todas as suas obras.
Este Deus ama você, mas não escreveu em letras de fogo nas nuvens “eu te amo”. Ele esculpiu estas palavras na cruz do seu filho. Ele é o maior doador porque, diz a Bíblia, que ao nos amar, não poupou ao seu próprio filho antes por todos nós o entregou (Romanos 8.32). Deus nos entregou o seu filho, não para vir ao mundo e ser aplaudido pelos homens, honrado por eles, mas o entregou para ser cuspido, esbordoado pelos homens, verter o seu sangue e morrer em nosso lugar, em nosso favor.
Ele nos amou, não porque viu em nós virtude para ser amados. Ele nos amou com amor abundante. Ele derramou seu amor sobre nós. Com amor imerecido ele nos amou, quando nós éramos fracos, ímpios, pecadores, inimigos. Ele nos amou com amor provado: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Deus é o maior doador.
Mas há uma segunda verdade nesse texto: a maior dádiva.
Deus não deu ouro, prata as riquezas minerais, as riquezas vegetais, as riquezas animais. Deus, sendo dono de tudo, deu o melhor. Ele deu tudo. Ele deu a si mesmo. Ele deu o seu próprio Filho.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira. que deu o seu filho unigênito” — único. O apóstolo Paulo chegou a dizer que, dificilmente alguém morreria por um justo, mas pode até ser que por um justo alguém resolva morrer, mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.7-8).
A Bíblia chega a dizer em Efésios 2 que nós estávamos mortos nos nossos delitos e pecados. Éramos escravos do pecado, da carne, do mundo, do diabo. Estávamos nós sujos, contaminados, depravados, condenados. Mas Deus, por amor, por causa da sua muita misericórdia, nos deu vida e nos salvou mediante a graça do Senhor Jesus Cristo. Que dádiva maravilhosa!
Quem de nós daria o filho para morrer por alguém, por mais chegado que fosse esse alguém? Pois Deus deu o seu filho unigênito para morrer no seu lugar, pelos seus pecados, para dar a você a vida eterna.
Mas, em terceiro lugar, esse texto vai falar para nós do maior necessitado:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo que nele crê não pereça”.
Deus deu o seu Filho para morrer em meu lugar, em seu lugar, em nosso lugar. Quem somos nós? Os maiores necessitados. A Bíblia diz que nós somos pecadores. A Bíblia diz que nós pecamos por palavras, por obras, por pensamentos, por omissão. A Bíblia diz que não há nada de bom em nós. O melhor de nós, as nossas justiças não passam aos olhos de Deus de trapos de imundícia (Isaías 64.3).
Deus não nos amou e não nos deu o seu Filho por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Deus foi capaz de amar infinitamente os objetos da sua ira — porque nós éramos outrora filhos da ira (Efésios 2.3) — e Deus nos amou e nos deu o melhor — o seu Filho — sendo nós os maiores necessitados.
Mas ainda, a Escritura diz que Deus nos deu o seu Filho para um maior propósito:
“para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
E aqui, há três verdades que devem ser destacadas:
Primeiro, você só pode ter vida eterna se você crer em Jesus. A salvação não é mérito, não é conquistada por obras. Ninguém é salvo porque pratica obras de caridade, ou porque frequenta esta ou aquela igreja, esta ou aquela religião. A salvação não é um caminho que nós construímos da terra para o céu. A salvação não é uma iniciativa humana, mas divina. Não fomos nós que escolhemos a Deus, foi ele quem nos escolheu. Não fomos nós que passamos a amar a Deus e em resposta ele passou a nos amar. Não, Deus nos amou primeiro. Então é pela fé que você é salvo: “Pela graça sois salvos mediante a fé. Isso não vem de vós, é dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
Segunda coisa que esse texto destaca é que existe sim condenação: “para que todo que ele crê não pereça”. Perecer aqui não é aniquilamento, não é deixar de existir, não é voltar ao nilismo. Não. Perecer aqui, tem a ver com condenação eterna. Quem está tratando deste assunto tão solene, tão grave, é o próprio Jesus. Ele está dizendo que ou você crê em Jesus ou você perece. É se arrepender e viver, ou não se arrepender e morrer eternamente.
Eu sei que esse tipo de mensagem pode não ser palatável, pode não ser politicamente correto. Tratar de condenação eterna é um assunto que mexe com a nossa estrutura de vaidade humana, fere o nosso orgulho. Mas é melhor você ouvir sobre o inferno do que ir pro inferno.
É Jesus quem nos alerta que a não ser que você creia nele, você vai perecer. Apesar de ser uma pessoa boa, honesta, trabalhadora, apesar de ser uma pessoa religiosa, que frequenta uma igreja, ou apesar de você fazer tantas coisas positivas, mas não há outra saída. Ou você crê em Jesus, ou perece.
Mas esse texto nos alerta para esta verdade bendita: “para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Hoje o Senhor Deus coloca diante de você a vida e a morte, a bem-aventurança eterna e a condenação eterna. Hoje ele coloca diante de você o céu ou o inferno. O que você vai optar? O que você vai escolher? Se você crer, você tem a vida eterna, a salvação, o perdão, a redenção.
Hoje ele conclama você. Hoje ele desafia você. Todo aquele que nele crê não perece, mas tem a vida eterna. Essa vida não pode ser comprada nem merecida. Não é uma medalha de honra ao mérito, não é um troféu que você vai ostentar. É graça, é pura graça. É uma coisa que você recebe sem merecer.
Este é o grande amor de Deus que estabeleceu um plano eterno de enviar o seu Filho, seu único Filho para este mundo, para tomar o nosso lugar, para assumir a nossa culpa, para carregar sobre o seu corpo no madeiro o nosso pecado, para morrer pelos nossos pecados, ressuscitar para a nossa justificação, para nos dar a vida eterna.
Você agora mesmo pode ter garantia da vida eterna. É um presente, é gratuito, porque custou tudo para Deus. Você recebe esse presente pela fé. A fé é a mão de um mendigo estendida para receber o presente do rei. Eu sou o mendigo. O rei é Deus. O presente a vida eterna.
Se agora você crer em Jesus, você tem a vida eterna. Foi ele quem disse: “Quem crê em mim tem a vida eterna” (João 6.47).
Rev. Hernandes Dias Lopes
